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Apple prepara o iPhone mais revolucionário em anos: veja como seria o modelo de 20º aniversário

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Escrito por Edu Diaz

julho 30, 2026

A Apple prepara para 2027 um iPhone comemorativo que, se os vazamentos estiverem no caminho certo, não seria apenas uma atualização anual com chip melhor e câmera mais refinada. O modelo que celebraria os 20 anos do iPhone aponta para o redesenho mais ambicioso desde o iPhone X, aquele salto de 2017 que eliminou o botão de início e definiu a base estética de várias gerações seguintes. A data simbólica real cai em 29 de junho de 2027, mas tudo indica que a Apple manteria seu calendário habitual e o apresentaria no outono do hemisfério norte, junto com outros modelos premium.

A grande dúvida começa pelo nome. As fontes o chamaram provisoriamente de iPhone 20 ou iPhone XX, e há até a possibilidade de a Apple evitar a denominação iPhone 19, assim como fez ao saltar do iPhone 8 para o iPhone X. Para além do marketing, o ponto relevante está no hardware: tela curva de ponta a ponta, design com muito mais vidro, Face ID sob o painel se a tecnologia ficar pronta a tempo, novos sensores, botões hápticos e uma bateria mais densa. Estamos diante de outra mudança de era ou de uma lista de desejos otimista demais?

Um redesenho em vidro e tela quase sem bordas

O elemento mais chamativo seria um corpo com vidro curvado envolvendo a parte frontal e a traseira, buscando um efeito de tela contínua sem recortes visíveis. Segundo os vazamentos, a Apple não estaria perseguindo uma curva agressiva no estilo cascata, mas sim uma solução nos quatro lados com microcurvas muito suaves, pensadas para que os gestos laterais continuem naturais e para reduzir a distorção do conteúdo. Em uma linguagem menos de laboratório: mais futurista, mas sem fazer o painel parecer uma demonstração técnica desconfortável de usar.

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A tela também receberia uma melhoria profunda. Fala-se em um painel fabricado pela Samsung com tecnologia Color Filter on Encapsulation, que elimina a película polarizadora e aplica o filtro de cor diretamente sobre a camada de encapsulamento. Isso permitiria um conjunto mais fino, com maior passagem de luz, brilho mais alto e menor consumo. Além disso, a Apple combinaria esse painel com controladores de tela de 16 nanômetros e uma camada de difusão de luz em formato de cratera para uniformizar o brilho, inclusive nas bordas curvadas.

O objetivo dessa engenharia seria se aproximar de uma parte frontal realmente sem molduras. Um vazamento menciona bordas de 1,1 mm, contra aproximadamente 1,44 mm no iPhone 17 Pro. É uma diferença pequena no papel, mas em um celular premium cada décimo conta, quase como quando um fabricante se gaba de milímetros em um notebook ultrafino e todos fingimos que não recorremos à régua mental.

Face ID sob a tela, câmera própria e botões hápticos

A Apple também estaria trabalhando para esconder o Face ID sob a tela por meio de uma janela de vidro microtransparente capaz de deixar passar os sensores infravermelhos. No entanto, vale ler esse ponto com cautela: embora algumas fontes o coloquem como objetivo, outros analistas acreditam que a tecnologia pode não estar totalmente pronta em 2027. Nesse cenário, o iPhone comemorativo manteria uma Dynamic Island menor, semelhante à prevista para os iPhone 18 Pro.

Na fotografia, o movimento seria especialmente interessante porque a Apple estaria desenvolvendo seu próprio sensor de imagem empilhado para substituir os sensores da Sony que usa atualmente no iPhone. O protótipo mencionado empregaria tecnologia LOFIC, capaz de permitir que cada pixel armazene diferentes quantidades de luz, com um alcance dinâmico potencial de até 20 pontos. Traduzindo para o uso diário, a promessa estaria em lidar melhor com cenas com luzes fortes e sombras profundas, justamente onde o processamento computacional costuma fazer hora extra.

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Outra peça com gosto de protótipo resgatado seria a volta do chamado Project Bongo, voltado a substituir os botões mecânicos por controles hápticos integrados à moldura. A ideia afetaria o botão lateral, os de volume, o botão de Ação e o Controle da Câmera. Segundo os vazamentos, esses botões sólidos já teriam superado testes com luvas, mãos molhadas, temperaturas extremas e capas, e até usariam um microprocessador de consumo ultrabaixo para continuar funcionando com o telefone desligado ou sem bateria.

Mais potência, melhor autonomia e um calendário ainda em aberto

Por dentro, os modelos comemorativos trariam o chip A21, fabricado com uma segunda geração do processo de 2 nanômetros, compartilhado com o segundo iPhone dobrável. A Apple também estaria avaliando memória mobile HBM, uma DRAM empilhada verticalmente e conectada por vias de silício para aumentar a velocidade de transmissão. O principal interesse estaria em alimentar melhor a GPU e reforçar o desempenho da inteligência artificial executada no próprio dispositivo, um terreno em que cada watt e cada gigabyte por segundo começam a pesar mais do que o típico número de núcleos.

O modem seria outra mudança estratégica. Depois dos C1 e C1X associados ao iPhone 16e e ao iPhone Air, e do C2 previsto para o iPhone 18 Pro fora dos Estados Unidos, a Apple pretende levar um modem próprio aos seus modelos premium nos Estados Unidos em 2027. A meta seria superar a Qualcomm em velocidade e em funções vinculadas à IA, além de melhorar a eficiência energética para ganhar mais autonomia.

A bateria também entra nas apostas com uma tecnologia de silício puro, que ofereceria mais densidade energética do que as células de íon-lítio convencionais e permitiria aumentar a capacidade sem ocupar mais espaço físico. Uma fonte mencionou 6.000 mAh, embora não esteja claro de onde vem esse número, então convém tratá-lo como o dado mais escorregadio do conjunto. Também foram mencionados carregamento sem fio reverso, áudio sob a tela para eliminar a abertura do alto-falante de chamadas e uma nova geração do Ceramic Shield, mas essas pistas parecem menos consolidadas.

A Apple planeja dois tamanhos, aproximadamente 6,3 e 6,9 polegadas, embora o modelo maior possa ser vendido como um de 7 polegadas graças às bordas mais finas e ao design de tela inteira. O panorama geral é forte, mas não definitivo: o painel curvo poderia chegar em uma primeira fase com alguma perda de brilho ou distorção nas bordas, antes de uma versão mais refinada em 2028. Se o iPhone X foi o molde de uma década, este iPhone de 20º aniversário pretende fazer o mesmo; a questão é quantas dessas peças realmente chegarão a tempo.

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Edu Diaz

Cofundador da Actualapp e apaixonado por inovação tecnológica. Formado em História e programador de profissão, combino o rigor acadêmico com o entusiasmo pelas últimas tendências tecnológicas. Há mais de dez anos, sou blogueiro de tecnologia e meu objetivo é oferecer conteúdo relevante e atualizado sobre o tema, com uma abordagem clara e acessível a todos os leitores. Além da minha paixão por tecnologia, gosto de assistir séries de televisão e adoro compartilhar minhas opiniões e recomendações. E, claro, tenho opiniões fortes sobre pizza: nada de abacaxi, com certeza. Junte-se a mim nesta jornada para explorar o fascinante mundo da tecnologia e suas inúmeras aplicações em nosso dia a dia.