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O que significa “choppleganger” no TikTok

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Escrito por Edu Diaz

janeiro 15, 2026

Se ultimamente você ficou alguns segundos preso no FYP do TikTok, é bem provável que tenha se deparado com a palavra choppleganger em comentários ou vídeos — normalmente acompanhada daquela mistura de surpresa com uma ofensa contida que só a internet sabe entregar. E, claro: a intenção de busca aqui é óbvia — entender o que significa exatamente, por que viralizou e, principalmente, como usar sem escorregar (porque sim, pode doer).

“Choppleganger” se refere a uma pessoa que se parece com você, mas em uma versão menos atraente. Em outras palavras: é como um “sósia” com o brilho no mínimo. E, embora o termo tenha um toque criativo, ele também carrega uma ponta bem afiada — então vale saber em que contexto isso é dito e para quem.

Definição de “choppleganger”: o sósia “genérico”

O conceito fica mais fácil de entender se a gente desmontar a palavra em partes, como quando alguém abre um gadget para ver o que tem dentro. Choppleganger nasce da combinação de dois termos: “chopped” e “doppleganger”. Na gíria da Gen Alpha, chopped é usado para dizer que alguém é feio ou pouco atraente, enquanto doppelganger é a palavra usada para descrever alguém que se parece muito com outra pessoa — tipo um sósia.

Com essa mistura, o resultado é bem direto: um choppleganger é alguém que se parece com outra pessoa, mas “pior” em termos de aparência. Por isso, no TikTok muita gente explica como o equivalente a um look-alike “genérico”, um clone que fica no meio do caminho, ou aquela versão alternativa que parece saída de um multiverso com menos orçamento. Já te disseram alguma vez que você parece uma celebridade, mas com um detalhe meio estranho? Então: esse termo dá nome a isso, para o bem ou para o mal.

Também dá para usar ao contrário: em vez de você ter um choppleganger, alguém pode dizer que você é o choppleganger de uma pessoa famosa. Nesse caso, a leitura implícita é a mesma: você parece com a pessoa, só que menos glamourosa. E aí entra a dúvida inevitável: isso é um elogio estranho ou uma pequena facada com um filtro bonito?

tiktok gera adicção

De onde vem o termo e por que explodiu em 2026

Como acontece com boa parte do vocabulário viral do TikTok, a origem exata não é 100% fechada, mas existe uma pista bem concreta sobre o primeiro uso público. Segundo o que foi compartilhado, a palavra teria surgido em um comentário no TikTok a partir de uma leitura equivocada de “doppelganger”, quando alguém disse que, por dislexia, leu como “choppelganger” e sugeriu que tinha acabado de inventar uma palavra para descrever alguém que se parece com você, mas “um pouco e sutilmente pior”. Esse tipo de acidente linguístico é o combustível perfeito para o TikTok: fácil de repetir, sonoro e com uma maldade embutida.

A partir daí, o termo se espalhou com força no começo de 2026, com criadores reagindo, explicando do próprio jeito ou usando como punchline para situações do dia a dia. Em um dos exemplos mais comentados, um pai conta que a filha do ensino médio ensinou a palavra para ele e a explica para quem não conhece — e o formato funciona do jeito que o TikTok costuma funcionar quando detecta um conceito novo: empacota, simplifica e transforma em meme reutilizável.

Também apareceram vídeos criticando o uso do termo, principalmente quando é usado para rotular outras pessoas sem filtro, e outros que levam para o lado da autoironia, aplicando a si mesmos em momentos específicos: um look que não encaixa, um dia ruim, ou aquela sensação de se ver na câmera frontal e pensar que sua versão “HD” não carregou direito. Em paralelo, a viralidade se alimenta da ambiguidade: tem gente que recebe o comentário “você é o choppleganger de X” e não sabe se agradece ou se pede explicações, porque parece elogio… mas também parece recorte.

Como se usa no TikTok (e como evitar que soe ofensivo)

Por mais que a palavra tenha um giro criativo, ela não é um termo neutro. Ela já vem com a ideia de “menos atraente”, e isso muda bastante o impacto dependendo de quem diz, para quem e em qual contexto. Por isso, dentro do próprio uso viral, pegou uma recomendação prática: se você não quer que soe como ataque, é melhor dizer que alguém “tem” um choppleganger em vez de afirmar que alguém “é” o choppleganger de outra pessoa.

A nuance importa. Dizer “alguém tem um choppleganger” sugere que existe por aí um sósia menos favorecido, enquanto dizer “você é o choppleganger de…” coloca a pessoa diretamente no lado “pior” da comparação. Então, se você vive no TikTok e quer falar como o algoritmo manda (mas sem virar o vilão dos comentários), esse pequeno ajuste é quase como ativar o modo escuro: o conteúdo é o mesmo, mas a experiência é menos agressiva.

Outra forma comum de usar sem levantar sobrancelhas é aplicar a si mesmo, como uma autodescrição. Por exemplo, quando alguém comenta que, com determinado look, parece o choppleganger de uma celebridade, ou que aceitou ser “a versão chopped” da Zendaya ou da Lady Gaga. É aquele recurso típico da internet em que parte da ofensa se desarma porque a própria pessoa está tirando sarro da situação — e ainda mantém o tom brincalhão que o TikTok costuma premiar.

tiktokers

E já que estamos em modo dicionário rápido, o mesmo fenômeno que impulsionou choppleganger também trouxe outros termos virais que aparecem bastante na plataforma: “lowkenuinely” (mistura de lowkey e genuinely), “I’m cooked” (estar exausto, em apuros ou “condenado”), “6-7” (expressão sem significado específico), “Hold this L” (aceite a derrota), “Crash out” (perder a cabeça ou ter um colapso) e “Clock it” (apontar uma verdade escondida, uma mentira ou um segredo). Um vocabulário que, como costuma acontecer, hoje parece de nicho e amanhã aparece na reunião do trabalho… e aí é quando você sabe que o ciclo se completou.

Em resumo: choppleganger é uma palavra divertida pela forma como foi construída e pela origem quase acidental, mas o uso tem peso. Entender é fácil; usar com tato já é outro nível — e o TikTok nem sempre avisa antes de um comentário virar print.

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Edu Diaz

Cofundador da Actualapp e apaixonado por inovação tecnológica. Formado em História e programador de profissão, combino o rigor acadêmico com o entusiasmo pelas últimas tendências tecnológicas. Há mais de dez anos, sou blogueiro de tecnologia e meu objetivo é oferecer conteúdo relevante e atualizado sobre o tema, com uma abordagem clara e acessível a todos os leitores. Além da minha paixão por tecnologia, gosto de assistir séries de televisão e adoro compartilhar minhas opiniões e recomendações. E, claro, tenho opiniões fortes sobre pizza: nada de abacaxi, com certeza. Junte-se a mim nesta jornada para explorar o fascinante mundo da tecnologia e suas inúmeras aplicações em nosso dia a dia.